COMO SURGIU O FEGAES

 

VEJA UM HISTÓRICO DAS EDIÇÕES DO FEGAES

MUNICÍPIOS - CAMPEÕES

MOSTRA FLOCLÓRICA - CAMPEÓES

PROVA CULTURAL - CAMPEÕES

TROFEU SOLIDARIEDADE

INSTITUIÇÕES DE ENSINO - CAMPEÕES

 

Como surgiu o Fegaes?

            O Fegaes surgiu do idealismo da professora Vera Lúcia Tittelmaier Balardin, a qual retrata em uma dilatada história,  toda a trajetória deste pueril Festival, tendo objetivos e propósitos bem difundidos no meio estudantil e universitário no Estado, em defesa da identidade cultural do povo gaúcho.

            A história do Festival começou na sala de aula, quando a professora Vera Balardin resolveu desafiar seus alunos de Educação Artística a se dedicarem nesta disciplina, de forma mais intensa e vibrante, traduzindo na prática os ensinamentos teóricos, evoluindo em quatro intentos, a saber...

O primeiro intento:

            No ano de 1984, na Escola Borges de Medeiros em Cachoeira do Sul, foi projetado e desenvolvido com o nome de Pealo Borgense, sendo esta primeira edição direcionada somente para as escolas do município de Cachoeira. Já na segunda edição, no ano de 1985, o Pealo Borgense, não coube na Escola e foi realizado no CTG José Bonifácio Gomes, tomando  uma dimensão mais ampla e consagradora a nível municipal,  recebendo adesão de diversas escolas da cidade da rede municipal e estadual.

O segundo intento:

             Nos anos de 1986 e 1987, com a transferência da professora Vera para a Escola Cândida Fortes Brandão, o evento passou  a se chamar Rodeio Artístico, sendo realizada a 1ª e 2ª edição nas dependências da Escola Cândida,  sem fugir dos objetivos iniciais, com o mesmo brilho do Pealo Borgense e a participação de diversas Escolas do município. Em 1988, por motivos alheios aos coordenadores, o festival não foi realizado.

O terceiro intento:

            No ano de 1989, diante da indiscutível importância do evento, dos apelos da comunidade estudantil e da cobrança dos meios de comunicação, rádios e Jornal do Povo, o festival retomou sua trajetória e rompeu as fronteiras de Cachoeira do Sul, despertando o interesse das escolas da região, quando passou a se chamar “FEGARES” – Festival Gaúcho Regional Estudantil, com abrangência da 24ª região escolar, sendo a primeira edição coroada de êxito, com a presença de mais de quarenta escolas.

            Em todas as edições do Pealo Borgense, sucedido pelo Rodeio Artístico e posteriormente pelo FEGARES, o evento teve a participação do aluno Leandro Balardin, filho da professora Vera, que venceu diversos concursos de Dança, Chula, Malambo e Gaita Ponto. Leandro Balardin, tem sido, desde a 13ª edição o Produtor Cultural do Festival.

O quarto intento e a consolidação do FEGAES:

            Devido ao sucesso, o Festival ultrapassou também as divisas regionais, sendo imperioso que tivesse  abrangência Estadual. Em 1990, por sugestão do tradicionalista Léo Oliveira, o então FEGARES, já na 2ª Edição, passou a se chamar FEGAES – Festival Gaúcho Estadual Estudantil, ganhando a dimensão Estadual, abrindo espaço para as redes de ensino de todo o Estado. Dadas as proporções e a grande adesão de concorrentes, foi  realizada no Ginásio Dom Pedro I, no Parque da Fenarroz, onde contou com  escolas de diversos municípios entre estes: Guaíba, Rio Pardo, Gravataí, Porto Alegre, Cambará do Sul, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Cachoeirinha e Cachoeira do Sul, além de outras.

            Com o objetivo de premiar o município que obtivesse o maior número de pontos na soma geral dos concursos, foi instituído  como prêmio, o “Troféu Rotativo”, que recebeu no nome do saudoso músico Waldemar Tittelmaier, pai da idealizadora do evento, Vera Balardin. Em 1992, já na terceira edição do Fegaes, o troféu móvel Waldemar Tittelmaier ficou em definitivo com a Escola Municipal de 1º Grau Dr. Baltazar de Bem, no município de Cachoeira do Sul, que foi vencedora do festival por 3 anos consecutivos. Em 1993, foi criado novo troféu móvel destinado ao município campeão, recebendo o nome de Nilo Fernandes Barbosa, poeta Cachoeirense. Foi criado ainda o “Troféu Rotativo” também para a escola campeã, chamado de Boris Chemeris, que ficou com a Escola Estadual Coronel Pilar de Santa Maria, por ter ganhado 3 anos consecutivos.

            Enfim, o festival parece ter tomado um rumo e definitivamente se afirmou com o nome de “FEGAES” que perdura até os dias atuais. Mas nem tudo foi tão fácil e o Festival com o seu crescimento e devido às dificuldades financeiras, a 3ª, 4ª e 5ª edição tiveram de ser realizadas, no CTG Os Gaudérios, pois a organização não conseguiu  mais custear os altos custos de aluguel do Parque da Fenarroz. Assim, por diversas vezes o Festival correu riscos de não se realizar, mas,  graças ao empenho de entidades, empresas e da comunidade Cachoeirense, assim como da Prefeitura Municipal e principalmente pelo empenho e luta incansável de sua fundadora, a professora Vera Balardin, o Fegaes continua acontecendo e congregando a cada ano milhares de concorrentes e público visitante.

            A partir do ano de 1997, o “Troféu Rotativo” de escola campeã, passou a chamar-se Alcebíades Ribeiro, conquistado em definitivo, em 1999, pela Escola Estadual Cirino Luiz de Azevedo de Santana do Livramento.

            Desde a edição do ano de 1998, o FEGAES atingiu um número superior a dois mil participantes, representantes de mais de oitenta escolas e instituições de ensino do Estado.

            Foi neste mesmo ano de 1998 que o FEGAES, recebeu o “Troféu de Destaque Especial”, sendo oferecido pelo Jornal do Povo, que agracia anualmente os Destaques do Ano no Município.

            A partir do ano de 1999, o “Troféu Rotativo” destinado para agraciar a Escola Campeã, passou a receber o nome de Troféu Fegaes, conquistado em definitivo, em 2002, pela Escola Jerônimo Mércio da Silveira da cidade de Candiota.

            Em síntese, o Pealo Borgense, que deu lugar ao Rodeio Artístico e ao FEGARES, foram os caminhos do desafio  materializado em uma feliz idéia que deu lugar ao FEGAES, há 25 anos.

            É indiscutível  que este Festival tem dado um grande passo em favor do crescimento cultural do meio Estudantil, incentivando e motivando  milhares de estudantes a preservarem a cultura e as raízes dos nossos antepassados, razão pela qual, a cada edição, aumenta a expectativa dos seus participantes.

            Já a partir do ano de 2003, implantou-se um novo “Troféu Rotativo” para premiar a Escola Campeã, recebendo o nome de Troféu Móvel Engenho Treichel e também o Troféu Móvel Celetro, para premiar o Grupo de Danças Campeão da Categoria Mirim.

A afirmação:

            Hoje, o FEGAES É O FEGAES, promovido pelo competente INSTITUTO CULTURAL RIOGRANDENSE, capaz de reunir milhares de jovens, adultos, estudantes, universitários, pais e professores do Rio Grande do Sul, em torno de um evento que se transforma em um instrumento de integração, com melodias de amizade e fraternidade tocadas e cantadas com muito amor e carinhos por nossos estudantes.

            Na edição de 2004, o FEGAES implantou mais 4 troféus móveis: Troféu Móvel Solidariedade, para premiar a Escola Campeã em Solidariedade, Troféu Móvel Elêm Bartmann, para premiar o Grupo Campeão na modalidade Infanto-Juvenil, Troféu Móvel Coriscal, para premiar o Grupo Campeão na modalidade Juvenil, e Troféu Móvel Agafarma, para premiar o Grupo Campeão na modalidade Adulto.

            Em 2005, na edição 17ª, em homenagem da empresa Multi Lab/Cervosul, foi instituído o novo Troféu Móvel Multi Lab/Cervosul para premiar o Município Campeão, em substituição ao disputadíssimo Troféu Móvel Meu Pago que foi conquistado na edição passada pela cidade de Candiota.

            Na edição de 2006, a Comissão Organizadora, instituiu o Troféus Móvel Doralice Melgar Tittelmaier, ex-diretora do Instituto Musical Verdi, falecida no mesmo ano, que era mãe de criação da Prof. Vera Lúcia Tittelmaier Balardin. O troféu foi implantado para premiar os Grupos de Danças Tradicionais na categoria Mirim.

            Na edição 2007, foram instituídos mais dois grandes troféus móveis em homenagem aos tradicionalistas e colaboradores do Festival. O Troféu Móvel JOÃO CARLOS TAVARES, instituído na 19ª edição – 2007 em homenagem ao Tradicionalista, Músico, Colaborador e Avaliador do Fegaes, João Carlos Tavares que foi cinco vezes campeão do Fegart e Enart na modalidade de Gaita Boca, sendo destinado a Escola Campeã em SOLIDARIEDADE.

            O Troféu Móvel JOÃO MOREIRA CORRÊA, instituído na 19ª edição – 2007, em homenagem ao Sr. João Moreira Corrêa, já falecido, que sempre foi um incentivador do FESTIVAL, sendo o referido Troféu Móvel destinado a premiar a Escola Campeã do Fegaes.

            Desde a edição de 2008, o FESTIVAL tem tido um crescimento extraordinário de participantes e publico sendo implantados diversos Troféus Móveis que fomentam e incentivam as instituições de participarem ano-a-ano.

           

A atualidade:

            O FEGAES é o único evento no meio estudantil de âmbito estadual que abrange todas a modalidades e categorias de concursos artísticos voltados  cultura gaúcha.

            O FEGAES é um evento aberto aos estudantes, congrega centenas de escolas e milhares de estudantes que ano após ano, se preparam para o festival.

            O evento fortalece a cultura Rio-grandense e estimula gerações a cultivarem o nossa tradição.

            Em 2018, o FEGAES completou 30 anos de história, sendo realizado anualmente.

 

* Por Vera Lúcia Tittelmaier Balardin – Coordenadora e Idealizadora